O dízimo é um imposto religioso ou uma semente de sucesso?
1) Os efeitos colaterais do dízimo obrigatório medieval e as suas lições atuais
A contração econômica pelo capital isolado em edifícios de pedra e o valor da entrega voluntária
No passado, quando o dízimo foi imposto por lei do Estado, a economia da Europa ficou temporariamente asfixiada. A renda disponível evaporou, e o capital ficou trancado nesses enormes edifícios de pedra que eram as catedrais e, ao mesmo tempo, concentrado nos levitas que tinham o poder. Segundo vários estudos, as pessoas que dão o dízimo de forma voluntária têm mais sucesso. É verdade que depois, graças ao dízimo, a Europa chegou a governar o mundo, mas disso vou tratar mais adiante. De qualquer forma, para a pessoa moderna, que paga metade da sua renda em impostos e encargos sociais, impor uma "quantia fixa" parece duro.
2) A transparência financeira e os critérios para dividir as ofertas conforme a finalidade
A proporção ideal para evitar um gasto excessivo com o funcionamento da igreja e construir uma rede de proteção social
As ofertas reunidas devem ser administradas como um sistema. É preciso destinar 30% ao ministério e ao funcionamento, para o sustento mínimo dos ministros e a manutenção do culto; 30% ao futuro e à evangelização, para a educação da próxima geração e a expansão dos valores; e 40% à ajuda e à sociedade, para construir uma rede de proteção social sólida para os marginalizados. Quando essa proporção se rompe e tudo se concentra nas "despesas de funcionamento", a igreja volta à Idade Média.
3) A necessidade de introduzir na igreja o modelo judaico do fundo de tzedacá
Uma estrutura econômica de círculo virtuoso que vai além da simples ajuda e transmite habilidades para a autonomia a longo prazo
Agora a igreja deve ir além de simplesmente "distribuir ajuda de emergência" com as ofertas e introduzir o modelo judaico do "fundo de tzedacá" (Tzedakah). Os presbíteros da igreja que têm experiência nos negócios e capital devem dar um passo à frente e oferecer ao mesmo tempo as habilidades e os recursos para que outros possam ter sucesso econômico. As poucas pessoas que, com essa ajuda, tiverem sucesso poderão dar um dízimo maior e ajudar os outros. É preciso ajudar os jovens que não conseguem se casar porque não ganham dinheiro e os trabalhadores autônomos que ficaram para trás na concorrência.
Conclusão: garantir a transparência para ajudar a geração jovem e formar um capital de confiança
Recuperar a confiança comunitária abrindo por completo o fluxo da gestão do capital
Numa época em que as pessoas não conseguem se casar, a resposta que a igreja deve dar é clara: tornar pública para todos a circulação do dinheiro por meio de uma gestão financeira transparente, acumular esse capital social chamado "confiança" e construir um sistema produtivo que torne verdadeiramente autônomos os jovens e os fracos.